quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ser enquanto se existe.

Este é uma das definições que mais me intriga: ser. Para que a vida comece, para que a vida prossiga temos que ser algo, ou querer ser alguma coisa. Somente respirar não basta mais.

Toda essa procedência deveria nos levar à algum lugar, mas não leva. Mesmo que sejamos, algum dia isto será passado e teremos de nos tornar algo novo. Essa renovação constante dói, e geralmente resulta em um alto grau de insatisfação.

Os seres humanos são fortes, projetados para suportar o peso do mundo sobre os ombros, mas não são capazes de tanto. A fraqueza do humano é o que ele é, o modo como ele se condicionou e predispôs suas ações. Se somos erramos, se não somos não existimos. Esta lógica simples define as pessoas em notáveis, comuns e invisíveis. Divide - se até mesmo o que não existe.

Subdivisões não se criam, elas surgem espontâneamente, e quando se percebe, são alguma coisa. Somos os encaixes de outra existência, mesmo que possamos respirar e agir, somos o que dizem que somos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Um retorno.

Durante o meio tempo em que por aqui não mais dissertei aconteceram muitas coisas em minha vida. Quanto à cortar o cabelo e suas partes ressecadas faz parte da política de renovação, uma pena que esta foi a parte mais fácil.
Conheci novas pessoas e 'abandonei' várias das antigas. Muito começou a fazer sentido e muito se perdeu.
Minha gata teve 4 filhas que se foram, minha cadela teve 5 filhos, dos quais nenhum sobrevivente. Eu que sempre quis amar, amei um amor de dor, e não o quero mais. A dor é deveras para que eu possa suportar.
Escrevi cartas e li respostas durante o último mês, comecei a escrever de forma diferente e tudo passou a fazer menos sentido, a confusão reina.
Ouvir MPB se tornou um novo hábito, assim como as novas amizades, habituar - se pode ser um bom começo.
Os livros eu li como um vício incontrolável, ao todo uns 15 durante as férias. Agora não consigo mais, letras impressas me desmoronam a vista.
E só isso para um Dan diferente, mas que continua com o mesmo sobrenome e com menos espinhas faciais.

domingo, 24 de maio de 2009

Egoísmo: diferentes fases, diferentes faces.


Todos somos egoístas.

Talvez seja o fato de viver em sociedade que nos muda e nos coloca nessa perspectiva, mas como evitar? Somos frágeis ante a solidão. O jeito é nos corromper da melhor maneira.


O ego torna -se o maior objetivo para se continuar vivendo, deveria ser uma boa meta, mas ao invés disso as pessoas se tornam mais e mais vazias. O orgulho de si mesmo faz com que o crescimento se estagne, "você não precisa ser melhor se já é bom o bastante".

O egoísmo cresce e muta de acordo com o nosso ciclo de vida. Desde criança até a fase adulta ele assume diversas formas.

Na infância, quando ainda somos puros o suficiente, o egoísmo se demonstra na ingenuidade. Ou uma criança é generosa demais ou egoísta. Não sabem dissimular e por vezes sofrem com isso; depois de inúmeras mágoas aprendemos a controlar isso melhor.

Na adolescência o compartilhamente excessivo se dá por interesse; tudo para se integar ou estabelecer uma união: o "nojinho" desaparece em uma comunhão de fraquezas e pontos fortes. Nesta fase sabemos muito bem como disfarçar o egoísmo, ou ao menos varia -lo de acordo com a situação.

O ser adulto não tem necessidade de disfarçar. Nesse mundo selvagem quem não e impõe acaba pisoteado. Então o egoísmo se camufla como um orgulho ou uma característica "forte", que é bem vista pelos outros e alivia o sentimento de culpa. Quando generosos, o fazem pelo ego, para que fiquem bem vistos e geralmente não há outro motivo.

Veja bem que eu acredito em pessoas que não sejam egoístas, os casos "raros". Quando ao infinto resto do mundo, a recíproca é verdadeira.

sábado, 16 de maio de 2009

A necessidade de se auto afirmar, a critica.

As pessoas são diferentes e desde sempre o sabemos. Os estilos, as formações, as coisas em comum acabam tornando esse meio menos diverso, ou assim, diverso por inteiro.

A necessidade de se aliar a outros se faz presente desde a infância; a tendência geral é procurar um grupo mais forte ou numeroso, e por mais que nossa vontade seja suprimida, o importante é termos onde nos esconder.

O tempo passa e crescemos, ou ao menos achamos que sim; a partir daí a necessidade muda e se torna essencial se destacar e tomar posicionamentos perante o mundo. Algumas coisas devem ser esquecidas, toda essa transição deixa erros e marcas, muitas vezes vergonhosas e doloridas.

Com isso acreditamos poder julgar, e julgamos na mesma proporção que respiramos; sempre o fizemos, agora porém temos o peso de nossa formação, somos humanos e cidadãos capazes e conscientes...

E tudo é desculpa para justificar o ato de ferir, todos precisamos criticar, machucar e apontar para se auto afirmar, aprendemos a nos erguer por sobre os outros e toda essa escala se torna mais e mais selvagem.

Ousamos dizer que o nosso "lado" é mais correto, agimos com mais ética e nossos erros são mais plausíveis. Bobagem, erros são erros sempre. Se os humanos erram, são todos iguais e pronto.
Todos então tem o direito de se auto afirmar, mas que busquem formas diferentes, já que "pisar" nos outros é violencia infundada.

Cada qual tem sua forma e necessidade de sobreviver, tem o seu modo necessário de preservação do orgulho. Oras, que façamos então do respeito o nosso modo de se auto afirmar, e desta forma seremos notados por uma qualidade. Com as críticas abandonadas, irão também as indisposições e talvez a paz tenha seu lugar.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O tempo, que prisão mais vaga...




O tempo passa cada vez mais rápido, o relógio se torna mais veloz a cada dia... Apesar disso eu não temo e nem me intimido, deve ser pelo meu egoísmo e pela minha individualidade, que eu vivo no meu próprio tempo, sem me preocupar nem me influenciar, ao menos na medida do possível.


Como será que as pessoas se deixaram aprisionar de forma tão vil? E essa prisão se aperta cada vez mais, nos priva de momentos que não podem ser demarcados.


De qualquer forma, quem sou eu para julgar. Os meus momentos são meus e pronto, independentemente dos dias e noites que se seguem, eu posso agir e admirar no tempor que eu considero necessário.

E é por isso que as pessoas mudam cada uma no seu tempo, quem tenta mudar conforme o relógio se atrapalha e se torna incompleto. Definitivamente os ponteiros não regeram a minha vida e nem o meu ser.

E se eu quiser que seja dia à meia - noite, pra mim será e nada poderá mudar isso. Todos podem dizer que eu me engano e que isso é ruim, mas a verdade para mim é o que eu acredito.

Entre tempos e verdades eu cresci, apesar de que os 16 anos demarcados pelo calendário de nada valem para mim, já que a minha mente vagueia entre o tempo e os séculos, entre todas as fases que viveu o meu ser, às vezes progredindo e em outras regredindo, conforme o tempo que eu demarco, conforme o compasso que eu enxergo e consigo compreender.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Sim, é tempo de morangos.



Apesar das pessoas ficarem cada vez mais escrotas, e o mundo à minha volta sofrer cada vez mais catástrofes, para mim é tempo de morangos.


É tempo da boa música e de se esforçar cada vez mais nos estudos, é tempo de amadurecer e se preparar para as novas fases da vida...

Os dias passam e eu vivo dos pequenos prazeres: um bom café, um bom livro, muitas pessoas para se analisar...

Os dias continuam passando rápido, mas eu aprendi à aproveita - los, ao menos ganhando um pouco mais de conhecimento a cada dia. É interessante demais o modo como a vida nos ensina a cada momento, estamos sempre aprendendo, por mais que não queiramos.

Todas as pessoas, boas ou ruins, que passam pela nossa vida de qualquer forma sempre nos ensinam algo, nem que seja ruim, teremos exemplos do que não fazer.

Voltando ao meu tempo de morangos, eu quero cuidar pra que formigas não destruam essa boa fase, e pra que eu não adoce demais... Coisas muito doces enjoam XP

Ainda assim eu sei que tudo passa, e não temo que essa fase também passe, apenas espero que venham outros tempos bons, mesmo no devastador e escuro inverno...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Clariceando


Clarice Lispector, eu sinto você ao meu lado, você me guia e me inspira. Você me entende.


Não sei mais quem sou, acho que nunca soube. Eu apenas vivo e respiro. Eu vivo de suspiros e relances. Minha mente vaga por um mundo só meu. O meu egoísmo é necessário para a minha sobrevivência. Aprendi a viver desta maneira, deste meu jeito que só eu me entendo, uma que somente eu compreendo. Eu estou pronto, pronto pro que der e vier, já vesti minha armadura e o meu veneno está bem preso, nunca escapará e ferirá ninguém. Um dia você aprende que eu mudo como o vento, e que para me entender você deve enxergar a minha alma no fundo dos meus olhos. Só cuidado pra não se perder, ela mostra também um reflexo da sua, um reflexo do seus defeitos, comparado ao meu imperfeito.


Às vezes dizem que eu me impressiono muito fácil com as coisas. Sim eu me impressiono mesmo, não só me impressiono como acredito e confio. Algo que eu aprendi desde criança foi sempre ver o melhor das coisas e acreditar, se eu acreditar eu tenho certeza que aquilo acontecerá, existirá. Talvez isso seja apenas uma forma de tirar o peso dos meus atos das minhas costas, talvez.


O que interessa é que eu levo a vida assim, aos tropeços e acertos, me agarrando em tudo o que julgo meramente forte, mas só por um momento, só até que eu me satisfaça. Vem sempre a primavera, e depois o verão, e as coisas todas mudam, eu também. As minhas cinzas se refazem sempre, e novamente e novamente. A inspiração me vem a mente e eu vou mudando, vou me adaptando a minha realidade, a metamorfose da minha própria vida. Ao menos a vida é minha, e de qualquer forma eu não machuco ninguém, ao menos não propositalmente, não consciente.


Minhas sinceras desculpas, expus o meu eu em carne viva por aqui, leia com cuidado.